Mudanças para os Membros do Movimento Legendários Após Decisão da Igreja Presbiteriana

Recentemente, a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) tomou uma decisão significativa que impacta a participação de seus fiéis no movimento conhecido como Legendários. Durante uma reunião do Supremo Concílio realizada em Manaus, no dia 28 de julho, a IPB aprovou uma resolução recomendando que pastores, presbíteros, diáconos e membros da denominação evitem envolvimentos com o movimento e grupos semelhantes, destacando a suficiência das Escrituras Sagradas na prática cristã.
Entendendo a Decisão da Igreja
A deliberação foi motivada por uma consulta realizada por uma igreja do Tocantins e reflete preocupações teológicas. O documento enfatiza que a prática de experiências místicas não é necessária, pois as Escrituras devem ser a única regra de fé e conduta. Em resposta à decisão, o movimento Legendários declarou seu respeito pela posição da IPB, reafirmando seu compromisso em fortalecer famílias e promover ações que impactem positivamente as comunidades.
Implicações Práticas para os Membros
A resolução não impõe uma proibição absoluta para todos os membros da IPB em relação ao movimento Legendários. Embora pastores, presbíteros e diáconos sejam aconselhados a não participar ou apoiar tal movimento, os demais fiéis não enfrentam uma sanção automática. A orientação é para que as lideranças locais exerçam vigilância pastoral, promovendo o ensinamento da ‘sã doutrina’ aos membros da igreja.
Condições para Participantes Existentes
Para aqueles que já estão envolvidos com o Legendários, a situação é menos rígida. A resolução não exige desligamento imediato, mas recomenda que as igrejas locais observem a influência do movimento sobre os membros e avaliem se isso pode gerar divisões dentro da congregação. A preocupação central é que o movimento pode criar distinções entre aqueles que participaram de suas atividades e os que não tiveram essa experiência.
Possibilidade de Disciplina
Embora a resolução permita a possibilidade de disciplina para membros que participam do movimento, não estabelece punições automáticas. As igrejas locais são encorajadas a lidar com cada caso de maneira cuidadosa, priorizando o amor e a edificação dos indivíduos. Se a liderança concluir que as ações de um membro contradizem os princípios da IPB e a orientação pastoral não é aceita, medidas disciplinares poderão ser aplicadas, respeitando os processos estabelecidos pela Constituição da igreja.
Responsabilidade das Igrejas Locais
A resolução aprovada pelo Supremo Concílio é uma diretriz teológica, mas a implementação cabe às igrejas locais. Cada conselho e presbitério deve avaliar as particularidades de sua comunidade ao decidir como aplicar as recomendações. Essa flexibilidade permite que as congregações se adaptem às necessidades e contextos específicos de seus membros, mantendo a unidade da denominação.
Motivações Teológicas por trás da Decisão
A decisão da IPB foi fundamentada em preocupações sobre a compatibilidade do Legendários com a doutrina reformada e a organização da igreja. Questões como o uso de técnicas de coaching, a linguagem motivacional e práticas experiencialistas foram citadas como problemáticas. Além disso, a igreja criticou a categorização de Jesus Cristo como ‘Legendário 001’ e a mercantilização da fé, que transforma a experiência religiosa em um produto de consumo.
Assim, a IPB enfatiza a importância de preservar a simplicidade do Evangelho e a centralidade das Escrituras, prevenindo divisões entre os membros e promovendo um amadurecimento espiritual que ocorra dentro da própria igreja local.
Fonte: https://g1.globo.com











