Conflito no Teamarr: Mães de Autistas Reagem a Mudanças na Gestão e Novo Cadastro

Recentemente, mães de crianças autistas manifestaram sua insatisfação em relação às mudanças na gestão do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr). A reunião ocorrida na Assembleia Legislativa de Roraima, no dia 10 de julho, revelou um clima de tensão e incertezas entre os familiares e a nova equipe de gestão.
Mudanças na Gestão e Reações dos Pais
Os novos gestores do Teamarr asseguraram que as terapias continuariam a partir do dia 27 de julho, mas impuseram a necessidade de um recadastramento a partir de 20 de julho para as famílias que já utilizavam os serviços. Essa decisão foi recebida com descontentamento, pois muitos pais viam a atualização cadastral como uma imposição, sem considerar as necessidades individuais de cada paciente.
Preocupações com a Continuidade do Atendimento
Durante o encontro, os pais expressaram suas preocupações sobre a troca abrupta de profissionais e a potencial descontinuidade nas terapias, algo que poderia impactar negativamente a rotina de seus filhos. A mãe de um paciente, Ângela Maria, criticou a falta de soluções efetivas e responsabilizou a Assembleia Legislativa pela situação vivida, afirmando que a mudança na equipe não foi acompanhada de uma estratégia clara para atender as necessidades das crianças.
Justificativas da Nova Direção
A nova diretora-geral, Quezia Campos, que possui formação em administração, alegou que a necessidade de recadastramento se deve a falhas na gestão anterior, onde apenas documentos físicos foram encontrados, revelando a falta de um sistema informatizado adequado. A antiga responsável pelo projeto, deputada Angela Águida Portella, confirmou que não havia um sistema de prontuário eletrônico, mas defendeu que as fichas dos beneficiários estavam disponíveis na unidade.
Futuro do Atendimento e Capacitação
Além das questões administrativas, o encontro também abordou o futuro das terapias. A Universidade Estadual de Roraima se comprometeu a capacitar novos terapeutas ocupacionais para integrar a equipe do Teamarr. Apesar das promessas de otimização dos atendimentos, a insegurança ainda paira entre os pais, que temem o impacto das mudanças na qualidade do suporte oferecido aos seus filhos.
Desafios e Expectativas
Os desafios enfrentados pelo Teamarr refletem questões mais amplas sobre a gestão de serviços sociais e a autonomia nas decisões políticas. A superintendente de projetos especiais da Ale-RR, Marília Pinto, destacou que a falta de controle sobre as informações do programa se deve à autonomia excessiva concedida aos parlamentares, o que pode ter contribuído para a atual crise.
Conclusão
A situação no Teamarr ilustra a complexidade de gerenciar serviços essenciais para a população, especialmente em um contexto onde as mudanças abruptas podem gerar insegurança e descontentamento entre as famílias. As próximas semanas serão cruciais para a nova gestão, que precisará demonstrar compromisso com a continuidade e a qualidade dos atendimentos, buscando restabelecer a confiança dos pais e assegurando que as necessidades dos autistas sejam prioritariamente atendidas.
Fonte: https://g1.globo.com











