Padrasto preso por abuso sexual de enteado com autismo em Rorainópolis

Padrasto preso por abuso sexual de enteado com autismo em Rorainópolis

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Detalhes do caso

Um mecânico de 46 anos foi preso em Rorainópolis, no Sul de Roraima, sob a acusação de ter estuprado seu enteado de 10 anos, que possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O crime, que teria ocorrido no último domingo (15), foi denunciado pelos avós maternos da criança, que perceberam sinais de violência física e ouviram o relato do menino sobre o abuso. A situação alarmou os familiares, levando-os a buscar ajuda imediata das autoridades.

Após a denúncia, a polícia localizou o suspeito em sua oficina de motos, onde foi preso em flagrante. Durante a audiência de custódia realizada na terça-feira (17), o juiz Esdras Benchimol converteu a prisão em flagrante para preventiva, enfatizando a vulnerabilidade da criança devido à sua condição e idade. O magistrado classificou o ambiente familiar como de alto risco, já que o suspeito e a vítima compartilhavam o mesmo espaço, o que poderia facilitar novas ocorrências de abuso.

Adicionalmente, a mãe do garoto, uma dona de casa de 30 anos, demonstrou ceticismo em relação às acusações contra seu companheiro e tentou sugerir que o filho poderia ter inventado a situação. Tal comportamento levantou preocupações sobre a capacidade protetiva da mãe, levando o juiz a concluir que a liberdade do padrasto representaria um risco significativo para a integridade da vítima. O menino, que já apresenta sinais de trauma psicológico, está recebendo acompanhamento no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

A denúncia e a investigação

A denúncia que levou à prisão do mecânico de 46 anos em Rorainópolis, suspeito de abusar sexualmente de seu enteado de 10 anos, foi feita pelos avós maternos da criança. De acordo com relatos, no dia 15 de outubro, a criança chegou à casa da avó apresentando dificuldades para caminhar e queixando-se de dores. Ao examinar o neto, a avó percebeu sinais físicos de violência, o que a levou a questionar a criança. Em um momento de confiança, o menino revelou o abuso, o que motivou a imediata comunicação às autoridades policiais.

Após a denúncia, a Polícia Civil localizou o suspeito em sua oficina de motos, onde foi preso em flagrante no mesmo dia. Durante os depoimentos, a mãe da vítima, de 30 anos, demonstrou ceticismo em relação às acusações, afirmando que não acreditava que seu companheiro pudesse ter cometido o crime e sugerindo que o menino poderia ter inventado a situação. No entanto, a gravidade das alegações e os sinais físicos encontrados na criança foram determinantes para a atuação da Justiça.

Na audiência de custódia realizada em 17 de outubro, o juiz Esdras Benchimol converteu a prisão do suspeito em preventiva, destacando a 'dupla vulnerabilidade' da vítima, que é tanto uma criança quanto uma pessoa com deficiência intelectual. O juiz enfatizou que a liberdade do padrasto representaria um grave risco, já que a família compartilhava o mesmo espaço, permitindo que o suspeito pudesse influenciar o depoimento da criança e potencialmente repetir os atos de violência.

Decisão judicial e riscos envolvidos

Na audiência de custódia realizada no dia 17 de outubro, o juiz Esdras Benchimol decidiu converter a prisão em flagrante do padrasto em prisão preventiva, considerando a gravidade da situação. O magistrado ressaltou que a criança, além de ser menor de idade, possui deficiência intelectual, o que a torna ainda mais vulnerável a abusos. A decisão foi fundamentada na necessidade de proteção da vítima e no risco iminente de que o suspeito pudesse voltar a conviver com o enteado, uma vez que a estrutura familiar compartilhava o mesmo espaço.

O juiz enfatizou que o ambiente familiar apresentava um cenário de risco contínuo, já que todos dormiam no mesmo cômodo, o que poderia facilitar novos abusos. A decisão judicial também levou em conta a declaração da mãe da criança, que demonstrou falta de capacidade protetiva ao tentar inocentar o padrasto. O juiz observou que a liberdade do suspeito não apenas colocaria a vítima em risco, mas também poderia influenciar negativamente o depoimento da criança em futuras investigações.

Além dos aspectos legais, a situação é agravada pelo impacto psicológico que o abuso pode ter sobre a criança. Um relatório psicológico indicou que o menino demonstrou sinais de medo ao mencionar a mãe e o padrasto. Diante disso, ele foi encaminhado para acompanhamento no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), evidenciando a necessidade de suporte emocional e psicológico para lidar com as consequências do trauma.

Impacto psicológico na vítima

O impacto psicológico do abuso sexual em crianças, especialmente em vítimas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), é profundamente devastador. No caso do menino de 10 anos em Rorainópolis, um relatório psicológico revelou que ele apresentou sinais claros de medo durante o processo de escuta especializada. Essa manifestação de temor pode ser uma resposta comum em crianças que vivenciam traumas, refletindo a confusão e a dor associadas a experiências de violência. A incapacidade de processar e comunicar adequadamente seus sentimentos e experiências, comum em crianças com autismo, agrava ainda mais a situação, tornando-as mais vulneráveis a traumas emocionais duradouros.

Além do medo, o abuso pode causar uma série de consequências psicológicas, como ansiedade, depressão e dificuldades de socialização. O menino, agora sob acompanhamento no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), poderá receber suporte terapêutico especializado para lidar com as sequelas do trauma. O acompanhamento psicológico é crucial, pois pode ajudar na reconstrução da autoestima e no desenvolvimento de mecanismos de enfrentamento saudáveis, essenciais para sua recuperação e reintegração social.

A intervenção precoce é fundamental para mitigar os efeitos a longo prazo do trauma. Especialistas em saúde mental alertam que a falta de suporte adequado pode levar a problemas comportamentais e emocionais persistentes, prejudicando o desenvolvimento da criança. Portanto, é imperativo que a rede de proteção, incluindo familiares, escolas e serviços de saúde, esteja atenta e disposta a oferecer um ambiente seguro e acolhedor, permitindo que a vítima comece a curar as feridas invisíveis causadas pelo abuso.

Medidas de proteção e acompanhamento

Após a prisão do padrasto, medidas de proteção e acompanhamento foram adotadas para garantir a segurança e o bem-estar do menino de 10 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A criança foi encaminhada ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), onde receberá apoio psicológico e social. Esse acompanhamento é fundamental, considerando a vulnerabilidade da vítima diante da violência sofrida, e visa oferecer um espaço seguro para que ele possa expressar seus sentimentos e traumas.

Além do suporte psicológico, a decisão judicial que converteu a prisão do suspeito em preventiva enfatizou a necessidade de proteção contínua ao menor. O juiz destacou a 'dupla vulnerabilidade' do menino, que não apenas é criança, mas também possui uma deficiência intelectual, o que requer atenção especial. A ausência de capacidade protetiva da mãe, que tentou minimizar a gravidade da situação, também foi um fator considerado nas medidas protetivas, reforçando a importância da intervenção de profissionais capacitados para garantir a segurança do menino.

O acompanhamento especializado é essencial para ajudar a criança a lidar com o impacto psicológico do abuso, que pode manifestar-se através de comportamentos de medo e desconfiança. Profissionais da área de saúde mental trabalham para oferecer ferramentas que auxiliem na superação do trauma, promovendo um ambiente de acolhimento e suporte. Essas medidas visam não apenas a proteção imediata, mas também a reconstrução da autoestima e do bem-estar emocional da vítima, fundamentais para sua recuperação a longo prazo.

Fonte: https://g1.globo.com

Wilson Marinho

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