Comandante foragido após naufrágio no Amazonas

Comandante foragido após naufrágio no Amazonas

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Contexto do naufrágio em Manaus

O naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido em 13 de outubro de 2023, no Encontro das Águas em Manaus, gerou uma tragédia com três mortos e cinco desaparecidos. A embarcação, que seguia de Manaus para Nova Olinda do Norte, transportava cerca de 80 passageiros. O acidente foi registrado por volta das 12h30 e, segundo relatos de sobreviventes, o barco enfrentou condições adversas, incluindo ventos fortes e aglomeração na proa, o que pode ter contribuído para a perda de estabilidade e subsequente afundamento. A situação de emergência mobilizou os bombeiros e equipes de resgate imediatamente após o acidente, resultando no salvamento de 71 pessoas sem ferimentos graves, enquanto a busca por desaparecidos prossegue.

A resposta às operações de resgate foi complexa devido aos desafios naturais da região, que incluem fortes correntes e mudanças de direção nos rios Negro e Solimões. As autoridades locais destacaram que a profundidade do local do naufrágio, que chega a cerca de 50 metros, e as condições hidrodinâmicas complicam a localização de possíveis vítimas. As operações de busca envolvem mergulhadores, drones, helicópteros e sonares, além da colaboração de equipes de Itacoatiara e Parintins, que ajudam a ampliar a área de busca, considerando que vítimas podem ter sido levadas para regiões mais distantes.

Em meio à tragédia, o comandante da embarcação, Pedro José da Silva Gama, de 43 anos, se tornou alvo de um mandado de prisão preventiva emitido pela Justiça do Amazonas. Ele havia sido preso em flagrante no dia do naufrágio, mas foi liberado após pagar fiança. A juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto tomou a decisão de decretar a prisão com base na necessidade de garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. Desde então, o comandante está foragido, e a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está empenhada em cumprir a ordem judicial e localizá-lo.

Decisão judicial e prisão do comandante

A Justiça do Amazonas decidiu decretar a prisão preventiva do comandante Pedro José da Silva Gama, de 43 anos, após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, que resultou na morte de três pessoas e deixou cinco desaparecidas. A juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto tomou a decisão no dia 14 de outubro, um dia após o acidente, com o intuito de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. A ordem judicial determina que o comandante seja recolhido em qualquer unidade prisional assim que o mandado for cumprido.

Pedro José foi inicialmente preso em flagrante no dia do naufrágio, mas foi liberado após o pagamento de fiança. No entanto, a gravidade da situação e as consequências do acidente levaram a Justiça a rever a decisão, resultando na decretação da prisão preventiva. Desde então, o comandante está foragido e não foi localizado pelas autoridades. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está mobilizada para cumprir a ordem judicial e intensificou as investigações para encontrar Pedro José.

O naufrágio ocorreu em um ponto crítico do Amazonas, conhecido como Encontro das Águas, onde as condições de navegação podem ser desafiadoras. Com 80 pessoas a bordo, o acidente levantou questões sobre a segurança da embarcação e as responsabilidades dos comandantes. A busca por vítimas continua, e o caso está sendo tratado com a seriedade que a tragédia exige, evidenciando a necessidade de uma resposta eficaz das autoridades para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro.

Desafios nas buscas por desaparecidos

As buscas por desaparecidos após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV enfrentam desafios significativos, principalmente devido às condições naturais da região onde o acidente ocorreu. O Encontro das Águas, local famoso pela junção dos rios Negro e Solimões, apresenta correntes fortes e complexas que dificultam a localização de vítimas. Segundo os bombeiros, as variações nas correntes de arrasto, especialmente do Rio Solimões, e a diferença de densidade e temperatura entre os dois rios criam um cenário complicado para as operações de resgate.

Além das dificuldades hidrodinâmicas, a profundidade do local do naufrágio, que é de cerca de 50 metros, torna as buscas ainda mais desafiadoras. Mergulhadores e equipamentos como sonares são essenciais para a varredura do fundo do rio, mas a visibilidade subaquática é limitada, comprometendo a eficácia das operações. A força-tarefa que envolve equipes de Itacoatiara e Parintins também é crucial, já que há a possibilidade de que as vítimas tenham sido arrastadas para áreas mais distantes do local do acidente.

A complexidade das buscas é amplificada pela necessidade de coordenar diversas equipes e recursos, incluindo drones e um helicóptero, que ajudam a ampliar a área de cobertura e a monitorar o local. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) do Estado de São Paulo enviou reforços, com seis militares capacitados, para auxiliar nas operações. A mobilização de todas essas forças é um indicativo da gravidade da situação e da urgência em encontrar os desaparecidos.

A resposta das autoridades e operações de resgate

As autoridades locais estão mobilizadas em uma operação de resgate intensiva após o trágico naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido no Encontro das Águas, em Manaus. O acidente, que resultou na morte de três pessoas e deixou cinco desaparecidos, gerou uma resposta rápida da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). A juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto decretou a prisão preventiva do comandante da embarcação, Pedro José da Silva Gama, que permanece foragido desde então, complicando os esforços para responsabilizá-lo pelo ocorrido. A DEHS está diligentemente trabalhando para cumprir o mandado de prisão e localizar o comandante, enquanto a comunidade aguarda notícias sobre os desaparecidos.

A complexidade das operações de resgate também foi destacada pelos bombeiros, que enfrentam desafios significativos devido às fortes correntes e à profundidade do local do naufrágio. A utilização de mergulhadores, drones, embarcações e sonares é crucial para aumentar as chances de encontrar as vítimas desaparecidas. Segundo o Corpo de Bombeiros, as condições hidrodinâmicas do Encontro das Águas dificultam a varredura da área, uma vez que as correntes podem arrastar as vítimas para longe do local do acidente. A operação, que conta com a participação de equipes de Itacoatiara e Parintins, busca ampliar a área de busca e garantir que todos os esforços sejam feitos para encontrar os desaparecidos.

Além disso, a mobilização não se limita apenas às forças locais. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) do Estado de São Paulo enviou seis militares para reforçar a equipe de resgate. Essa colaboração inter-estadual é fundamental para otimizar os recursos disponíveis e intensificar as buscas. As autoridades reafirmam seu compromisso em garantir a segurança e a recuperação das vítimas, enquanto a comunidade local se une em solidariedade às famílias afetadas pela tragédia.

Testemunhos e relatos de sobreviventes

Sobreviventes do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV relataram momentos de desespero e caos durante o acidente, que ocorreu por volta das 12h30 na região do Encontro das Águas, em Manaus. Entre as 80 pessoas a bordo, muitas afirmaram que a embarcação começou a balançar violentamente devido a ventos fortes e ondas altas, levando a uma rápida aglomeração dos passageiros na proa. Uma sobrevivente, que preferiu não se identificar, contou que o barco virou em questão de segundos, e a sensação de afundar era inevitável. Ela descreveu a cena como aterrorizante, com gritos e pessoas pulando na água em busca de socorro.

Outro sobrevivente, que também estava na parte dianteira da lancha, disse que a situação se agravou quando a água começou a invadir o interior do barco. Ele destacou que muitos não tinham coletes salva-vidas e, enquanto tentavam se agarrar a qualquer coisa que pudessem, muitos acabaram sendo levados pela correnteza. Os bombeiros informaram que, até o momento, três corpos foram recuperados, incluindo o do cantor gospel Fernando Grandêz, e cinco pessoas ainda estão desaparecidas, o que eleva a angústia e a expectativa entre familiares e amigos.

As autoridades locais estão realizando operações de busca, que se tornaram complicadas devido às características hidrodinâmicas do Encontro das Águas. As correntes fortes e as mudanças de direção dificultam a varredura da área. Os sobreviventes, em sua maioria, conseguiram se salvar, mas relataram que a experiência foi traumatizante, com muitos deles ainda em estado de choque e aguardando notícias dos desaparecidos. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) está colaborando com as buscas, utilizando mergulhadores e equipamentos avançados para tentar localizar as vítimas.

Fonte: https://g1.globo.com

Wilson Marinho

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