Justiça Concede Liberdade Provisória a Empresário Envolvido na Operação Estorno em Santarém

Justiça Concede Liberdade Provisória a Empresário Envolvido na Operação Estorno em Santarém

Na última quinta-feira, 18 de junho, a Polícia Civil de Santarém deflagrou a Operação Estorno, que visava desarticular um esquema de estelionato e ocultação de patrimônio na região oeste do Pará. Durante a operação, um empresário foi preso em sua empresa, situada na Avenida Mendonça Furtado, após a descoberta de munições em um cofre durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Liberdade Provisória Concedida

No dia seguinte à sua prisão, o empresário recebeu liberdade provisória pela juíza Karla Cristiane Sampaio Nunes Galvão. A decisão foi fundamentada na análise de diversos fatores, como a ausência de antecedentes criminais, a manutenção de residência fixa em Santarém e a verificação de que suas atividades eram lícitas. A juíza ainda considerou que não havia evidências de que o empresário representasse uma ameaça à ordem pública.

Condições da Liberdade

Embora tenha sido libertado, o empresário deverá cumprir uma série de medidas cautelares. Ele é obrigado a manter seu endereço atualizado e a comparecer a todos os atos processuais em que for intimado. Além disso, está proibido de cometer novas infrações criminais durante o andamento do processo.

Detalhes da Prisão e Operação

A prisão ocorreu em meio a uma operação mais ampla, que incluiu cinco mandados de busca e apreensão em propriedades associadas a três investigados e suas empresas. Além do empresário, as autoridades também determinaram o arresto de uma caminhonete e o bloqueio de ativos financeiros que podem chegar a R$ 140 mil por investigado, incluindo contas de duas empresas do setor automotivo.

O Esquema de Estelionato

Conforme as investigações da 19ª Seccional Urbana de Itaituba, em colaboração com o Núcleo de Apoio à Investigação de Santarém, o grupo estava envolvido na compra fraudulenta de uma caminhonete Mitsubishi Triton, totalizando um golpe de cerca de R$ 140 mil. Os suspeitos utilizaram três cheques que, posteriormente, foram devolvidos pela instituição financeira devido a divergências nas assinaturas.

Ocultação Patrimonial e Investigação em Andamento

Após a fraude, o veículo foi rapidamente transferido para terceiros, gerando indícios de ocultação de patrimônio e movimentação financeira irregular. A Polícia Civil continua a investigação, com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema, bem como os métodos utilizados para dificultar a recuperação do bem pela vítima.

Próximos Passos da Investigação

As autoridades permanecem atentas e o inquérito segue em andamento. A expectativa é de que novas evidências possam surgir, possibilitando a responsabilização de todos os envolvidos e a recuperação dos valores devidos às vítimas.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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