Desvio de verba na UERR: Ex-reitor pagava móveis da própria casa com dinheiro público

Este artigo aborda desvio de verba na uerr: ex-reitor pagava móveis da própria casa com dinheiro público de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
Acusação de desvio milionário na UERR
O ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Regys Odlare Lima de Freitas, está sendo acusado de desviar milhões em contratos da instituição. Além disso, ele é investigado por utilizar recursos públicos para pagar despesas pessoais, como a compra de móveis planejados para sua própria residência. A denúncia foi feita pelo Ministério Público e revela um esquema de corrupção que envolve também empresários ligados à universidade.
Segundo depoimento do atual reitor da UERR, Cláudio Travassos, Regys Freitas realizava 'compromissos verbais' com fornecedores, que incluíam a aquisição de móveis para sua casa. A descoberta do desvio ocorreu quando um empresário do ramo de móveis cobrou uma dívida da universidade, referente à instalação de móveis planejados na residência de Regys Freitas, pagos com recursos públicos da UERR. Essa prática evidencia a confusão entre patrimônio público e privado na gestão do ex-reitor.
Compra de móveis planejados para residência pessoal
O ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Regys Odlare Lima de Freitas, foi denunciado pelo Ministério Público por usar dinheiro da instituição para pagar despesas pessoais, incluindo a compra de móveis planejados para sua residência. A acusação veio à tona em um depoimento prestado pelo atual reitor da UERR, Cláudio Travassos, que revelou que Regys firmava compromissos verbais com fornecedores. O esquema foi descoberto quando um empresário do ramo de móveis procurou a nova gestão da universidade para cobrar uma dívida, que se referia a móveis planejados instalados na casa particular de Regys Freitas, pagos com recursos da UERR.
Segundo o Ministério Público, a confusão entre o patrimônio público e privado era comum na gestão do ex-reitor, sendo o episódio da compra de móveis para a residência pessoal um exemplo disso. A solicitação de prisão de Regys Freitas foi feita com base em indícios de que o grupo investigado estava destruindo provas oficiais para encobrir o esquema de desvio de dinheiro público. Adulterações no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan) foram detectadas, com o objetivo de esconder o superfaturamento nos contratos firmados com uma empresa terceirizada, que resultou em um desvio de mais de R$ 15 milhões da universidade.
A gestão do ex-reitor na UERR está sob investigação por diversos casos de desvio de verba e má gestão financeira, evidenciando a gravidade das irregularidades cometidas. O Ministério Público continua atuando para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos por seus atos ilícitos, visando garantir a transparência e a legalidade na administração pública.
Pedido de prisão do ex-reitor
O Ministério Público de Roraima solicitou à Justiça a prisão do ex-reitor da UERR, Regys Freitas, nesta quarta-feira (11). O pedido de prisão se baseia em evidências de que o grupo investigado estaria destruindo provas oficiais para encobrir o esquema de desvio de dinheiro público. As investigações apontaram adulterações no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan), onde são registrados todos os pagamentos do governo estadual.
Segundo os promotores, as alterações nos dados financeiros da UERR começaram a ser feitas logo após a polícia iniciar os interrogatórios e questionar as irregularidades nos contratos. O documento anexo à denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) destaca a clara intenção de esconder o superfaturamento nos contratos com a empresa terceirizada Ibiapino & Pinheiro Ltda. Regys Freitas é apontado como líder de uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 15 milhões da universidade.
Manipulação de dados no Sistema Integrado de Planejamento
A manipulação de dados no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan) foi um dos pontos-chave revelados durante as investigações sobre o desvio de verba na Universidade Estadual de Roraima (UERR). De acordo com informações obtidas pelo Ministério Público, registros financeiros da instituição começaram a ser alterados logo após a polícia iniciar os interrogatórios e questionar irregularidades em contratos. Essa ação foi interpretada como uma tentativa de esconder o superfaturamento nos contratos firmados com a empresa terceirizada Ibiapino & Pinheiro Ltda.
O ex-reitor Regys Freitas é apontado como líder de uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 15 milhões da universidade. A denúncia do MP destaca que a adulteração dos dados no Fiplan tinha o claro propósito de encobrir os desvios de recursos públicos. Essa manipulação compromete a transparência e a integridade dos registros financeiros da UERR, prejudicando a prestação de contas e a correta utilização dos recursos destinados à instituição.
A descoberta da manipulação de dados no Fiplan reforça a gravidade das acusações contra o ex-reitor Regys Freitas e os empresários envolvidos no esquema de desvio de verba na UERR. A solicitação de prisão feita pelo Ministério Público se baseia não apenas nos desvios milionários, mas também na tentativa de destruir provas para obstruir a investigação. A transparência e a lisura na gestão dos recursos públicos são fundamentais para garantir a credibilidade das instituições e combater a corrupção.
Risco de impunidade e influência política
O risco de impunidade e a influência política são questões preocupantes no caso do desvio de verba na UERR envolvendo o ex-reitor Regys Odlare Lima de Freitas. Mesmo diante das denúncias feitas pelo Ministério Público e das evidências apresentadas, é possível perceber uma tentativa de obstrução da justiça por parte do grupo investigado. O pedido de prisão do ex-reitor foi baseado em indícios de destruição de provas oficiais para encobrir o esquema de desvio de dinheiro público.
A adulteração de dados financeiros no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan) é um exemplo claro de como a impunidade pode prevalecer. As alterações nos registros de pagamentos do governo estadual visam esconder o superfaturamento nos contratos firmados com a empresa terceirizada envolvida no esquema. A intimidade demonstrada pelo ex-reitor com desembargadores e a tentativa de manipular informações evidenciam a influência política que pode estar por trás da impunidade no caso.
Diante do cenário de corrupção e desvio de verba na UERR, é fundamental que as instituições responsáveis atuem de forma rápida e eficaz para garantir a punição dos envolvidos e a recuperação dos recursos desviados. A transparência e a aplicação rigorosa da lei são essenciais para combater a impunidade e evitar que casos como esse se repitam no futuro.
Intimidade do ex-reitor com desembargadores
A investigação sobre o ex-reitor da UERR, Regys Odlare Lima de Freitas, também revelou uma relação de intimidade entre ele e desembargadores da região. De acordo com informações apuradas, Regys demonstrava uma proximidade fora do comum com membros do poder judiciário, o que levanta suspeitas sobre possíveis favorecimentos.
Essa intimidade levanta questionamentos sobre a lisura das decisões tomadas pelos desembargadores em relação a processos envolvendo a universidade. A proximidade com o ex-reitor pode ter influenciado em decisões judiciais que beneficiariam Regys e sua gestão na UERR, o que configura uma possível interferência indevida no poder judiciário.
A investigação do Ministério Público também procura esclarecer se essa relação de intimidade entre o ex-reitor e desembargadores teve alguma influência nos desvios milionários de verbas da universidade. A proximidade entre Regys Freitas e membros do judiciário pode ter facilitado a realização de esquemas ilegais sem que houvesse uma fiscalização efetiva sobre suas ações.
Fonte: https://g1.globo.com






