Avanços no Caso Henry Borel: Advogado Retorna ao Júri Após Infarto

Avanços no Caso Henry Borel: Advogado Retorna ao Júri Após Infarto

O caso da morte de Henry Borel, que ocorreu em março de 2021, ganhou novos desdobramentos com a volta do advogado Fabiano Tadeu Lopes ao 2º Tribunal do Júri. Lopes, que lidera a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, havia sofrido um infarto recentemente, mas confirmou sua presença no julgamento que acontece ainda esta semana.

Situação de Saúde e Retorno ao Tribunal

A questão da saúde de Fabiano Lopes foi levantada anteriormente pela defesa como um dos motivos para o adiamento do júri. O advogado Rodrigo Faucz, colega de Lopes na defesa de Dr. Jairinho, confirmou à Agência Brasil que ele retornará ao tribunal na quinta-feira, dia 28, após assinar um termo de responsabilidade que caracteriza uma auto alta médica, e estará sob acompanhamento médico durante o julgamento.

Acusações e Contexto do Julgamento

Jairinho e sua ex-companheira, Monique Medeiros, enfrentam acusações severas relacionadas à morte do menino Henry, que tinha apenas quatro anos. As investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público apontam que a criança foi vítima de agressões perpetradas por Jairinho, enquanto Monique é acusada de omissão em sua responsabilidade como mãe. Na época do incidente, Jairinho exercia seu quinto mandato como vereador no Rio de Janeiro.

Desdobramentos no Júri

O julgamento, que já se aproxima do seu terceiro dia, teve início após um adiamento que ocorreu em 23 de março, quando a defesa de Jairinho alegou falta de acesso às provas. Contudo, uma reviravolta se deu quando o réu solicitou à juíza Elizabeth Machado Louro uma nova data para análise do processo, argumentando que Lopes, mesmo hospitalizado, era o advogado mais preparado para a defesa. Embora a juíza tenha considerado o pedido uma manobra para postergar o julgamento, ela aceitou, desde que o réu fosse transferido para um presídio de tratamento mais rigoroso, o que fez Jairinho desistir da medida.

Depoimentos e Provas no Julgamento

O terceiro dia do julgamento está programado para começar às 11h, tendo sido adiado devido à duração dos depoimentos do dia anterior, que se estenderam até a madrugada. Na terça-feira, foram ouvidos os delegados responsáveis pela investigação, Edson Henrique Damasceno e Ana Carolina Medeiros. Damasceno revelou que a narrativa apresentada pelos réus, que alegavam que a criança havia falecido após uma queda da cama, era uma farsa cuidadosamente planejada. Ele também mencionou que mensagens recuperadas do celular da babá de Henry indicaram que Monique tinha conhecimento das agressões.

Expectativas e Acusações

Atualmente, tanto Jairinho quanto Monique possuem equipes de defesa separadas, após inicialmente contarem com o mesmo advogado. O júri terá que decidir sobre as acusações que somam 27 testemunhas, entre defesa e acusação. Jairinho enfrenta seis acusações, incluindo homicídio qualificado e tortura, enquanto Monique é acusada de sete crimes, destacando a omissão qualificada. O julgamento é esperado para durar cerca de cinco dias.

Conclusão

O caso de Henry Borel continua a ser um tema de grande atenção pública e legal, refletindo questões profundas sobre a proteção infantil e a responsabilidade parental. Com o retorno do advogado Fabiano Lopes e o avanço do julgamento, a busca por justiça no caso promete ser longa e complexa, enquanto a sociedade aguarda um desfecho para uma tragédia que impactou a todos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Redação - WM

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