Autorização para Instalação de Canteiro de Obras da Ponte sobre o Rio Igapó-Açu na BR-319

Na última quinta-feira, dia 14, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) anunciou a concessão da licença de instalação que possibilita o início das obras para a construção de uma nova ponte sobre o rio Igapó-Açu, localizada no quilômetro 268 da BR-319, em Borba, no interior do estado do Amazonas.
Detalhes da Licença e da Construtora Envolvida
A licença foi emitida em favor da Construtora Etam Ltda, que agora pode iniciar as atividades relacionadas à estrutura de apoio da obra. Este projeto é considerado crucial para melhorar as condições de trafegabilidade em um dos trechos mais problemáticos da rodovia, especialmente durante a estação chuvosa.
Características da Nova Ponte e Impactos Esperados
A nova ponte terá uma extensão aproximada de 320 metros, substituindo a atual travessia por balsa, que representa um dos principais obstáculos logísticos na BR-319. Durante as chuvas, motoristas frequentemente enfrentam longas filas, lama e diversas dificuldades para realizar a travessia.
Expectativas de Emprego e Exigências Ambientais
Com a autorização recebida, a Construtora Etam Ltda poderá estabelecer um canteiro de obras, realizar serviços de terraplenagem e instalar uma unidade de produção de concreto em uma área que abrange cerca de 2,9 hectares. Esse projeto é esperado para gerar empregos durante sua execução, contribuindo assim com a economia local.
Compromissos Ambientais e Normativas
A licença também impõe diversas exigências ambientais à construtora, incluindo o monitoramento das emissões atmosféricas, o gerenciamento dos resíduos sólidos e a supervisão dos efluentes gerados ao longo da obra. Além disso, a empresa deverá apresentar um Plano de Gerenciamento de Risco e um Plano de Atendimento de Emergência, além de enviar relatórios técnicos regulares ao Ipaam. Vale ressaltar que a licença é válida por um período de um ano.
Restrições e Considerações Finais
O Ipaam esclareceu que a autorização não permite a supressão de vegetação nem intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs), as quais devem ser tratadas por meio de licenciamento específico. Esse cuidado é essencial para garantir a preservação ambiental na região, que é marcada por sua biodiversidade e importância ecológica.
Fonte: https://g1.globo.com











