Ministério Público Eleitoral Apoia Inelegibilidade do Prefeito de Alto Alegre

O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se favoravelmente à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que culminou na inelegibilidade do prefeito de Alto Alegre, Wagner Nunes, por um período de oito anos. A decisão, que se baseia em acusações de abuso de poder político e compra de votos durante as eleições suplementares de 2024, representa um desdobramento importante nas questões políticas da região.
Decisões Judiciais e Recursos
A inelegibilidade de Nunes foi confirmada por uma decisão de primeira instância proferida em dezembro de 2025. Após o anúncio dessa sentença, a defesa do prefeito protocolou um recurso em março de 2026, buscando reverter a decisão. Em 12 de março, a Justiça analisou os 'Embargos de Declaração' apresentados por Wagner, e embora tenha corrigido um erro material na sentença, manteve a condenação.
Elementos da Acusação
O MPE identificou diversas irregularidades que fundamentaram a ação de investigação. Entre as principais acusações, destacam-se a execução de obras públicas sem licitação e a contratação de empresas por valores exorbitantes, que seriam utilizadas para angariar apoio político. Além disso, as denúncias incluem casos de perseguição e coação a servidores públicos, com exonerações sem justificativa que favoreceram aliados do grupo político de Nunes.
Esquema de Corrupção e Manipulação Eleitoral
O relatório do MPE também aborda um esquema de corrupção que supostamente envolveu a compra de votos e manipulação do processo eleitoral. Segundo informações obtidas, a Polícia Federal desarticulou um plano que operava desde as eleições suplementares até a reeleição de Wagner em 2024. Durante esse período, foram registradas transferências irregulares de domicílios eleitorais e a divulgação de pesquisas fraudulentas, que visavam influenciar a opinião pública.
Consequências Legais
Em decorrência das investigações e das decisões judiciais, a Justiça Eleitoral de Roraima não apenas declarou a inelegibilidade de Wagner Nunes, mas também impôs uma multa de R$ 53,2 mil e anulou os votos recebidos pela sua chapa. A Justiça determinou a cassação do mandato, embora tenha considerado a medida sem efeito prático, uma vez que os mandatos suplementares já haviam se encerrado em janeiro de 2025.
Próximos Passos e Repercussões
O desdobramento desse caso pode ter implicações significativas para o cenário político de Alto Alegre e para a credibilidade das instituições na região. A continuidade das investigações e a resposta da população às denúncias podem moldar futuras eleições e a forma como a política é conduzida. O g1 segue tentando estabelecer contato com Wagner Nunes para obter seu posicionamento sobre as recentes decisões.
Fonte: https://g1.globo.com





